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Assista ao nosso documentário: Cartas para um amanhã: compartilhando histórias e poéticas do teatro na escola

Compartilhando Memórias .... Residência Artística

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

  Nos dias 01 e 02 de Julho, tivemos a oportunidade de mergulhar no percurso do projeto vivido até aqui .. Nestes dois dias trocamos, partilhamos, refletimos e nos propusemos a repensar tudo aquilo (ou nada daquilo) que já havia sido pensado por nós.

  Um espaço singular foi local de trabalho. A conexão com a natureza, o silêncio e a bela paisagem nos fizeram, sem dúvidas, conectar-mo-nos melhor. Seguem agora, breves memórias.



Ao chegarmos, revisitamos as experiências vividas por nós e registradas em nossos corpos. Corpos de papel, corpos humanos. 








  Voltamos a preencher os nossos corpos com todas as experiências que haviam se incorporado em nós ao longo dos últimos meses. De certa maneira revisitamos o eu do passado e nos encontramos com o eu do presente. O eu artista, o eu docente, o eu humano e inacabado que somos. 
  Seguimos, após os registros para uma conversação. Avaliamos o processo que havia ocorrido até aquele momento, e idealizamos o que estaria - e está- por vir. 

PARTILHAR - "Dividir em muitas partes; repartir com alguém; Realizar a partilha de; Compartilhar; ter participação em; Utilizar algo juntamente com alguém:."

TROCAR - "Dar, entregar, comutar alguma coisa ou pessoa por algo ou alguém; ocupar o lugar de algo ou alguém por outra coisa ou pessoa, substituir; Não fazer distinção, confundir, misturar; Característica do que é recíproco; Ato de preferir, manifestar preferência; Abrir mão de algo, desistir, abdicar; Mudar, transformar (se), converter alguma coisa em outra; Trocar de posição, mudar, cruzar."

  Após um delicioso almoço feito por nossa companheira Nélia, estávamos prontos para começar uma nova etapa de partilhas e trocas. Desta vez, quem conduziria tais momentos da residência seriam os cursistas que não coordenaram ou não coordenariam um módulo dentro das salas da UFU. 

  Começamos com a Divina. Através do imaginário infantil, da cantiga de roda e da troca afetuosa que foi proposta no início, fomos levados através da contação de histórias ao encontro com o terrível Dumdum Sererê. Um personagem bundudo, zoiúdo, barrigudo e peludo! Após conhecermos o tão temido, fizemos algumas outras atividades lúdicas que nos permitiram continuar tendo contato com a criança que somos, ou já fomos um dia. Conversamos, basicamente, sobre a trajetória desta docente que atua há tanto tempo na rede básica de ensino e de todos os recursos e dimensões que a contação de histórias pode ter. 











  Agora era a vez de Imanol compartilhar. Através de exercícios mais técnicos, que trabalhavam equilíbrio, direção, olhar, escuta, o corpo-presente e etc., Imanol compartilhou conosco um pouco da sua vivência atuando na condução de grupos teatrais que acontecem em espaços de ensino não formal em teatro. Improvisamos o texto  Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos, de Plínio Marcos,  e refletimos acerca do teatro enquanto instrumento de ensino, para línguas estrangeiras, por exemplo. 












  Para finalizarmos o primeiro dia com chave de ouro, vinha ela: Gabriela. Compartilhando conosco sua vivência com alunos do fundamental I e II, nos propôs jogos que trabalhassem a percepção corporal, espacial e a utilização do corpo para criação de novas relações de comunicação. A exemplo do seu trabalho desenvolvido na escola, criamos o nosso próprio jogo. Uns jogadores e outros personagens. Comandos específicos e claros determinariam cada ação a ser desenvolvida. 











   Encerrado o primeiro dia!

  Voltamos no domingo com tudo. Um friozinho nos abraçava, mas a vontade e animação em continuar a imersão exigia que continuássemos.
   A vez agora era de Nélia e Gisele. As atividades nos levaram inicialmente a um aquecimento/reconhecimento corpo-espacial. Depois disso, a musicalização ficou por conta de nos guiar pelos próximos momentos, levando-nos a (re)percebemos nossas direções, coordenação motora, capacidade de dissociação de movimentos. Aprendemos músicas inesquecíveis, como aquela do chinelo amarelo. 

"Molha o pão, ó Maria
Molha o pão no molho gostoso
Molha o pão ó Maria 
Molha o pão no molho que é bom

Vamos no domingo
Que o tempo é lindo
Com chinelas amarelas sair a passear
Com chinelas amarelas sair a passear" 











   Por fim, Valéria. Também professora da educação básica, compartilhou um de seus trabalhos que realiza com seus alunos de desenvolvimento e aguçamento de capacidades perceptivas (como o ouvir, por exemplo). A proposta era identificar de qual objeto/parte do corpo vinha o som e qual era este som.








  Programação encerrada, fim do segundo dia, hora de se despedir. Despedir-se do local, das pessoas mas nunca das trocas e das partilhas que ali foram realizadas. Despedir-se do momento e dos lanches deliciosos, mas não afastar-nos das reflexões e das ideias que ali se revelaram. Despedir-se de mais um módulo, mas levar sempre que possível a vivência e os atravessamentos que nos transformaram de alguma maneira e de algum jeito. 
















  Agradecemos aqui a todos os cursistas que confiam e apoiam o trabalho realizado pelo projeto Partilhas Teatrais. Agradecemos a todos xs professorxs convidados que somaram conosco durante esta primeira etapa, que possamos nos ver em breve. Agradecemos ao apoio da PROEX e da DIEBS, assim como ao apoio dos bolsistas e da equipe executora do projeto. 
Para vocês, o nosso muito obrigado!


segunda-feira, 24 de julho de 2017

CANDIDATXS CLASSIFICADXS  e HORÁRIOS da etapa de ENTREVISTA

 - EDITAL 41/2017 - SELEÇÃO DE BOLSISTA - projeto  PARTILHAS TEATRAIS EM EXTENSÃO


1 - 13h30min – Marília Zampieri da Silva

2 - 14h – Matheus Maia Moraes

3 - 14h30min – Luciano Pacchioni Junior

4 - 15h – Mariana Rodrigues Ferreira

5 - 15h30min – Laura Luise Souza Santana


As entrevistas serão realizadas no dia 25 de julho de 2017, terça-feira, na Sala da Coordenação do Curso de Teatro, Bloco 1V - Campus Santa Mônica da UFU.


* Os demais candidatos foram desclassificados por não cumprirem com os requisitos publicados em edital (especificamente: 1.2. - Pré-requisitos específicos do edital, segundo item - disponibilidade nas terças-feiras à noite e sábados à tarde, conforme preenchimento da tabela de compatibilidade de horários com as ações do projeto).

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Queridxs,

Como o projeto não para...., divulgamos aqui a abertura de inscrições para a vaga como bolsista do Partilhas Teatrais no período de agosto a dezembro de 2017.
A vaga é voltada para estudantes de graduação (mais detalhes no link abaixo)

link: http://www.editais.ufu.br/node/3824 

Participem e ajudem a divulgar!
Grande abraço,
equipe Partilhas

Residência artística

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Em Julho teremos junto à nossos cursistas um momento de imersão e reflexão nas práticas 
artístico-pedagógicas que permeiam os nosso módulos. 

Será um momento incrível de partilhas!

 

Compartilhando Memórias ... Junho de 2017

“Como contadora de histórias reais, a pergunta que me move é como cada um cria sentido para os dias, quase nu e com tão pouco. Como cada um habita-se (...) Esta é a minha memória. Dela eu sou aquela que nasce, mas também sou a parteira.” 

 (Eliane Brum, em Meus Desacontecimentos)


Memórias corporais como memórias que são simultaneamente individuais e coletivas (sociais ou culturais)

Experiências corporais que marcaram

(o primeiro passo, a primeira pedalada, o primeiro acrobata, o primeiro palhaço na perna de pau...)

Pessoas que atravessaram, marcaram, chacoalharam nossos caminhos,

Espaços que marcaram, acolheram, tensionaram, se imbricaram em nós

Deslocamentos, viagens como percursos que nos fazem re-ver, re-conhecer a nós próprios e aos Outros de mim, iguais e diferentes.

Essa é uma das versões de nossa trajetória nesse mês. 
Nela também fomos a criança que nasce e fomos as parteiras.


































VI Mostra de Teatro Escolar ... Inscrições Abertas

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Estão abertas as inscrições para participação na VI Mostra de Teatro Escolar, que acontecerá de 08 à 10 de Novembro de 2017. Se você e/ou sua escola tem o desejo de participar, se inscreve aí, é só clicar no link que está logo abaixo!

As inscrições vão de  22/06/17 à 02/07/2017 sem prorrogações, então, fique atento

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScne3iolrXY2gxOFxbYO8Dsnxtpa_3eEkBZn6FvzdZQ2j3gHw/viewform?c=0&w=1

Link para anexos: https://drive.google.com/drive/folders/0B59ze-t47AlcdGs1Y0V4Si12c3c 


Módulo de Junho

sexta-feira, 2 de junho de 2017

No módulo de junho, na próxima semana, contaremos com a presença das profas. convidadas Maria Lucia Pupo e Paulina Maria Caon. 


Estamos esperando você!!

Compartilhando Memórias... Maio de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

23/05- Um orixá me contou: Práticas teatrais na escola com contos africanos - Prof. Getúlio 


OIÁ IANSÃ
Ogum foi um dia caçar na floresta. Ele ficou na espreita e viu um búfalo vindo em sua direção. Ogum avaliou logo a distância que os separava e preparou-se para matar o animal com a sua espada. Mas viu o búfalo parar e, de repente, baixar a cabeça e despir-se de sua pele. Desta pele saiu uma linda mulher. Era Iansã, vestida com elegância, coberta de belos panos, um turbante luxuoso amarrado à cabeça e ornada de colares e braceletes. Iansã enrolou sua pele e seus chifres, fez uma trouxa e escondeu num formigueiro. Partiu, em seguida, num passo leve, em direção ao mercado da cidade, sem desconfiar que Ogum tinha visto tudo.
 Assim que Iansã partiu, Ogum apoderou-se da trouxa, foi para casa, guardou-a no celeiro de milho e seguiu, também, para o mercado. Lá, ele encontrou a bela mulher e cortejou-a. Iansã era bela, muito bela, era a mais bela mulher do mundo. Sua beleza era tal que se um homem a visse, logo a desejaria. Ogum foi subjugado e pediu-a em casamento. Iansã apenas sorriu e recusou sem apelo. Ogum insistiu e disse-lhe que a esperaria. Ele não duvidava de que ela aceitasse sua proposta.
Iansã voltou à floresta e não encontrou seu chifre nem sua pele. "Ah! Que contrariedade! Que teria se passado? Que fazer?" Iansã voltou ao mercado, já vazio, e viu Ogum que a esperava. Ela perguntou-lhe o que ele havia feito daquilo que ela deixara no formigueiro. Ogum fingiu inocência e declarou que nada tinha a ver, nem com o formigueiro nem com o que estava nele.
Iansã não se deixou enganar e disse-lhe: "Eu sei que você escondeu minha pele e meu chifre. Eu sei que você se negará a me revelar o esconderijo.Ogum, vou me casar com você e viver em sua casa. Mas, existem certas regras de conduta para comigo. Estas regras devem ser-sespeitadas, também, pelas pessoas da sua casa. Ninguém poderá me dizer: Você é um animal! Ninguém poderá utilizar cascas de dendê para fazer fogo. Ninguém poderá rolar um pilão pelo chão da casa".
Ogum respondeu que havia compreendido e levou Iansã. Chegando em casa, Ogum reuniu suas outras mulheres e explicou-lhes como deveriam comportar-se. Ficara claro para todos que ninguém deveria discutir com Iansã, nem insultá-Ia. A vida organizou-se. Ogum saía para caçar ou cultivar o campo. Iansã, em vão, procurava sua pele e seus chifres. Ela deu à luz uma criança, depois uma segunda e uma terceira ... Ela deu à luz nove crianças.
Mas as mulheres viviam enciumadas da beleza de Iansã. Cada vez mais enciumadas e hostis, elas decidiram desvendar o mistério da origem de Iansã. Uma delas conseguiu embriagar Ogum com vinho de palma. Ogum não pôde mais controlar suas palavras e revelou o segredo. Contou que Iansã era, na realidade, um animal; que sua pele e seus chifres estavam escondidos no celeiro de milho. Ogum recomendou-lhes ainda: "Sobretudo não procurem vê-los, pois isto a amedrontará. Não lhes digam jamais que é um animal!" Depois disso, logo que Ogum saía para o campo, as mulheres insultavam Iansã: "Você é um animal! Você é um animal!!" Elas cantavam enquanto faziam os trabalhos da casa: "Coma e beba, pode exibir-se, mas sua pele está no celeiro de milho!" Um dia, todas as mulheres saíram para o mercado. Iansã aproveitou-se e correu para o celeiro. Abriu a porta e, bem no fundo, sob grandes espigas de milho, encontrou sua pele e seus chifres. Ela os vestiu novamente e se sacudiu com energia. Cada parte do seu corpo retomou exatamente seu lugar dentro da pele.
Logo que as mulheres chegaram do mercado, ela saiu bufando. Foi um tremendo massacre, pelo qual passaram todas. Com grandes chifradas Iansã rasgou-lhes a barriga, pisou sobre os corpos e redou-os no ar. Iansã poupou seus filhos que a seguiam chorando e dizendo: "Nossa mãe, nossa mãe! É você mesma? Nossa mãe, nossa mãe!! Que você vai fazer? Nossa mãe, nossa mãe! !! Que será de nós?" O búfalo os consolou, roçando seu corpo carinhosamente no deles e dizendo-lhes: "Eu vou voltar para a floresta; lá não é um bom lugar para vocês.
Mas, vou lhes deixar uma lembrança." Retirou seus chifres, entregou-lhes e continuou: "Quando qualquer perigo lhes ameaçar, quando vocês precisarem dos meus conselhos, esfreguem estes chifres um no outro. Em qualquer lugar que vocês estiverem, em qualquer lugar que eu estiver, escutarei suas queixas e virei socorrê-los."
Eis porque dois chifres de búfalo estão sempre no altar de Iansã.

In: VERGER, Pierre Fatumbi. Lendas Africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio Edições, 1997.

Um Orixá me contou – Praticas teatrais na escola com contos africanos. Prof. Getúlio Góis – Curso Partilhas Teatrais em Extensão. Maio/2017.


Ação Transversal na ESEBA - 26/05 - Prof. Getúlio e Prof. Daniel


44º Fórum de Educadores em teatro - Corpos emblemas, corporalidades ou lugares da memória-  27/05 - Prof. Daniel Costa

"Sambista fluminense, dona de uma voz inconfundível, potente e ancestral, Clementina de Jesus foi a síntese do Brasil, expressão de um país de forte herança africana e de singular formação religiosa. Conhecida como Rainha Quelé, carregava consigo os banzos de seus ancestrais, transformados em cantos, encantos e segredos nos jongos, no partido-alto e nas curimbas que cantava. Diferentemente das conhecidas e famosas “divas do rádio” que brilharam na primeira metade do século XX, a cantora negra tinha um timbre de voz grave, mas com grande extensão e um repertório de músicas afro-brasileiras tradicionais." 

http://www.museuafrobrasil.org.br/pesquisa/hist%C3%B3ria-e-mem%C3%B3ria/historia-e-memoria/2014/07/17/clementina-de-jesus


Marinheiro Só
(Clementina de Jesus)
Eu não sou daqui
Marinheiro só
Eu não tenho amor
Marinheiro só
Eu sou da bahia
Marinheiro só
De são salvador
Marinheiro só
Lá vem, lá vem
Marinheiro só
Como ele vem faceiro
Marinheiro só

Todo de branco
Marinheiro só
Com o seu bonezinho
Marinheiro só

Ô, marinheiro marinheiro
Marinheiro só
Ô, quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Ou foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro só


(álbum completo de Clementina: https://www.youtube.com/watch?v=joBtqSipzqQ&t=120s)


O nosso abraço também ao Jongo da Serrinha, que foi tão importante em nosso encontro.

 

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