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Assista ao nosso documentário: Cartas para um amanhã: compartilhando histórias e poéticas do teatro na escola

Módulo de Junho

sexta-feira, 2 de junho de 2017

No módulo de junho, na próxima semana, contaremos com a presença das profas. convidadas Maria Lucia Pupo e Paulina Maria Caon. 


Estamos esperando você!!

Compartilhando Memórias... Maio de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

23/05- Um orixá me contou: Práticas teatrais na escola com contos africanos - Prof. Getúlio 


OIÁ IANSÃ
Ogum foi um dia caçar na floresta. Ele ficou na espreita e viu um búfalo vindo em sua direção. Ogum avaliou logo a distância que os separava e preparou-se para matar o animal com a sua espada. Mas viu o búfalo parar e, de repente, baixar a cabeça e despir-se de sua pele. Desta pele saiu uma linda mulher. Era Iansã, vestida com elegância, coberta de belos panos, um turbante luxuoso amarrado à cabeça e ornada de colares e braceletes. Iansã enrolou sua pele e seus chifres, fez uma trouxa e escondeu num formigueiro. Partiu, em seguida, num passo leve, em direção ao mercado da cidade, sem desconfiar que Ogum tinha visto tudo.
 Assim que Iansã partiu, Ogum apoderou-se da trouxa, foi para casa, guardou-a no celeiro de milho e seguiu, também, para o mercado. Lá, ele encontrou a bela mulher e cortejou-a. Iansã era bela, muito bela, era a mais bela mulher do mundo. Sua beleza era tal que se um homem a visse, logo a desejaria. Ogum foi subjugado e pediu-a em casamento. Iansã apenas sorriu e recusou sem apelo. Ogum insistiu e disse-lhe que a esperaria. Ele não duvidava de que ela aceitasse sua proposta.
Iansã voltou à floresta e não encontrou seu chifre nem sua pele. "Ah! Que contrariedade! Que teria se passado? Que fazer?" Iansã voltou ao mercado, já vazio, e viu Ogum que a esperava. Ela perguntou-lhe o que ele havia feito daquilo que ela deixara no formigueiro. Ogum fingiu inocência e declarou que nada tinha a ver, nem com o formigueiro nem com o que estava nele.
Iansã não se deixou enganar e disse-lhe: "Eu sei que você escondeu minha pele e meu chifre. Eu sei que você se negará a me revelar o esconderijo.Ogum, vou me casar com você e viver em sua casa. Mas, existem certas regras de conduta para comigo. Estas regras devem ser-sespeitadas, também, pelas pessoas da sua casa. Ninguém poderá me dizer: Você é um animal! Ninguém poderá utilizar cascas de dendê para fazer fogo. Ninguém poderá rolar um pilão pelo chão da casa".
Ogum respondeu que havia compreendido e levou Iansã. Chegando em casa, Ogum reuniu suas outras mulheres e explicou-lhes como deveriam comportar-se. Ficara claro para todos que ninguém deveria discutir com Iansã, nem insultá-Ia. A vida organizou-se. Ogum saía para caçar ou cultivar o campo. Iansã, em vão, procurava sua pele e seus chifres. Ela deu à luz uma criança, depois uma segunda e uma terceira ... Ela deu à luz nove crianças.
Mas as mulheres viviam enciumadas da beleza de Iansã. Cada vez mais enciumadas e hostis, elas decidiram desvendar o mistério da origem de Iansã. Uma delas conseguiu embriagar Ogum com vinho de palma. Ogum não pôde mais controlar suas palavras e revelou o segredo. Contou que Iansã era, na realidade, um animal; que sua pele e seus chifres estavam escondidos no celeiro de milho. Ogum recomendou-lhes ainda: "Sobretudo não procurem vê-los, pois isto a amedrontará. Não lhes digam jamais que é um animal!" Depois disso, logo que Ogum saía para o campo, as mulheres insultavam Iansã: "Você é um animal! Você é um animal!!" Elas cantavam enquanto faziam os trabalhos da casa: "Coma e beba, pode exibir-se, mas sua pele está no celeiro de milho!" Um dia, todas as mulheres saíram para o mercado. Iansã aproveitou-se e correu para o celeiro. Abriu a porta e, bem no fundo, sob grandes espigas de milho, encontrou sua pele e seus chifres. Ela os vestiu novamente e se sacudiu com energia. Cada parte do seu corpo retomou exatamente seu lugar dentro da pele.
Logo que as mulheres chegaram do mercado, ela saiu bufando. Foi um tremendo massacre, pelo qual passaram todas. Com grandes chifradas Iansã rasgou-lhes a barriga, pisou sobre os corpos e redou-os no ar. Iansã poupou seus filhos que a seguiam chorando e dizendo: "Nossa mãe, nossa mãe! É você mesma? Nossa mãe, nossa mãe!! Que você vai fazer? Nossa mãe, nossa mãe! !! Que será de nós?" O búfalo os consolou, roçando seu corpo carinhosamente no deles e dizendo-lhes: "Eu vou voltar para a floresta; lá não é um bom lugar para vocês.
Mas, vou lhes deixar uma lembrança." Retirou seus chifres, entregou-lhes e continuou: "Quando qualquer perigo lhes ameaçar, quando vocês precisarem dos meus conselhos, esfreguem estes chifres um no outro. Em qualquer lugar que vocês estiverem, em qualquer lugar que eu estiver, escutarei suas queixas e virei socorrê-los."
Eis porque dois chifres de búfalo estão sempre no altar de Iansã.

In: VERGER, Pierre Fatumbi. Lendas Africanas dos Orixás. Salvador: Corrupio Edições, 1997.

Um Orixá me contou – Praticas teatrais na escola com contos africanos. Prof. Getúlio Góis – Curso Partilhas Teatrais em Extensão. Maio/2017.


Ação Transversal na ESEBA - 26/05 - Prof. Getúlio e Prof. Daniel


44º Fórum de Educadores em teatro - Corpos emblemas, corporalidades ou lugares da memória-  27/05 - Prof. Daniel Costa

"Sambista fluminense, dona de uma voz inconfundível, potente e ancestral, Clementina de Jesus foi a síntese do Brasil, expressão de um país de forte herança africana e de singular formação religiosa. Conhecida como Rainha Quelé, carregava consigo os banzos de seus ancestrais, transformados em cantos, encantos e segredos nos jongos, no partido-alto e nas curimbas que cantava. Diferentemente das conhecidas e famosas “divas do rádio” que brilharam na primeira metade do século XX, a cantora negra tinha um timbre de voz grave, mas com grande extensão e um repertório de músicas afro-brasileiras tradicionais." 

http://www.museuafrobrasil.org.br/pesquisa/hist%C3%B3ria-e-mem%C3%B3ria/historia-e-memoria/2014/07/17/clementina-de-jesus


Marinheiro Só
(Clementina de Jesus)
Eu não sou daqui
Marinheiro só
Eu não tenho amor
Marinheiro só
Eu sou da bahia
Marinheiro só
De são salvador
Marinheiro só
Lá vem, lá vem
Marinheiro só
Como ele vem faceiro
Marinheiro só

Todo de branco
Marinheiro só
Com o seu bonezinho
Marinheiro só

Ô, marinheiro marinheiro
Marinheiro só
Ô, quem te ensinou a nadar
Marinheiro só
Ou foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar
Marinheiro só


(álbum completo de Clementina: https://www.youtube.com/watch?v=joBtqSipzqQ&t=120s)


O nosso abraço também ao Jongo da Serrinha, que foi tão importante em nosso encontro.

Módulo de Maio

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Neste mês, nos encontraremos sob a condução do Prof. Getúlio Góis e do Prof. Daniel Costa para a realização de mais um módulo. Os encontros são abertos para toda a comunidade interna e externa da Universidade Federal de Uberlândia. 
Aguardamos você ! 



Compartilhando Memórias ... Abril de 2017

Teatro para adolescentes do ensino fundamental: o aluno performer/ caminhos para a concepção de um professor performer - Profa. Denise Rachel e Profa. Ana Carolina Coutinho 
Teatro para adolescentes do ensino fundamental: o aluno performer/ caminhos para a concepção de um professor performer - Profa. Denise Rachel e Profa. Ana Carolina Coutinho 
Teatro para adolescentes do ensino fundamental: o aluno performer/ caminhos para a concepção de um professor performer - Profa. Denise Rachel e Profa. Ana Carolina Coutinho 
Teatro para adolescentes do ensino fundamental: o aluno performer/ caminhos para a concepção de um professor performer - Profa. Denise Rachel e Profa. Ana Carolina Coutinho 
Teatro para adolescentes do ensino fundamental: o aluno performer/ caminhos para a concepção de um professor performer - Profa. Denise Rachel e Profa. Ana Carolina Coutinho 
Teatro para adolescentes do ensino fundamental: o aluno performer/ caminhos para a concepção de um professor performer - Profa. Denise Rachel e Profa. Ana Carolina Coutinho 
Teatro para adolescentes do ensino fundamental: o aluno performer/ caminhos para a concepção de um professor performer - Profa. Denise Rachel e Profa. Ana Carolina Coutinho 



Módulo de Abril

segunda-feira, 17 de abril de 2017

                       Partilhas teatrais
                    rEcebe este mês
                                 as professoras Denise Rachel e Ana C. Coutinho
              que Falarão sobre 
     PERFORMANCE
                               na relação de ensino-apRendizagem
                                             no ensino fundaMental 
                                                 Estão todxs convidadxs!
                                                                          Não peRcam! 



Compartilhando Memórias ... Março de 2017

terça-feira, 28 de março de 2017

Foi realizado no período de 14 a 18 de Março o segundo módulo do nosso projeto. “A Educação Integral em Sexualidade nas Escolas: Novas visões, Novas práticas” que trabalhou questões de gênero, sexualidade e orientação sexual que permeiam nossa sociedade e principalmente o ambiente escolar. Com a condução da Professora Neibe Leane,Professor Tom Menegaz e dos pibidianos Thiago Augusto e Vitor Rodrigues.



14/03/17- Entrelaçando Pesquisas- O debate aconteceu em torno do que é ser homem e ser mulher na sociedade. Como os papeis de gênero (socialmente determinados pelo conjunto de regras e valores que nos regem) interferem nas nossas relações de ensino-aprendizagem, sociais e culturais. A violência contra a mulher e o machismo também foram eixos abordados pelas diversas dinâmicas e jogos teatrais utilizados pelos condutores do encontro.

16/03/17 – Ação Transversal – Neste dia nos reunimos na parte da manhã na Escola Municipal Professor Sérgio de Oliveira Marquez, com uma turma de alunos do 9º ano do ensino fundamental.  Os mesmos jogos realizados com os cursistas do projeto no primeiro dia foram também propostos aos alunos da escola. O resultado demonstra a importância do tema deste módulo e a necessidade da criação de espaços para debates e discussões dos assuntos trabalhados neste módulo: gênero, sexualidade e orientação sexual.


18/03/17 – 43º Fórum de Educadores em Teatro de Uberlândia –Após trabalharmos as questões de gênero específicas do masculino e feminino, ampliou-se a discussão em torno das questões de gênero e sexualidade – o que há entre o feminino e o masculino? Transexual, não-binário, bissexual, intersexo, gênero fluido, queer, dragqueen, travesti, cisgênero, agênero, andrógino, lésbica, homossexual, heterossexual, assexual, bigênero, genderqueer, e tantas outras, foram palavras estudadas e trabalhadas durante o encontro. A visão do quanto somos diferentes e plurais demonstrou que em um ambiente onde se lida com diversas pessoas é impossível se ater a apenas dois conceitos “básicos” (homem e mulher) para que todos se sintam participantes de um mesmo processo. Contamos também com a apresentação do Grupo de Teatro Apoteose que levou a cena “Quem haverá de detê-los?” enriquecendo ainda mais a nossa tarde. Como fechamento do módulo realizou-se uma roda de conversa para refletir sobre como as instituições religiosas (tema da cena traga pelo grupo) interferem em nosso sistema educacional e na maneira de pensar dos indivíduos. 

Módulo de Março - 2017

sexta-feira, 10 de março de 2017

Boa Tarde Queridxs!

É com muito carinho que viemos divulgar as nossas atividades do mês de Março.

No dia 14/03 teremos o encontro para cursistas, no dia 16/03 ocorrerá a Ação Transversal, das 09:50 ás 11:25 na E. M. Prof Sérgio de Oliveira Marquez (Rua Maria Abrao Calil, 25, Pacaembu) e por fim,no dia 18/03, teremos o 42º Fórum de Educadores em Teatro,que é aberto para a toda a comunidade. 


Esperamos vocês! 




Compartilhando memórias ... Fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de março de 2017

Ocorreu na semana de 14 a 18 de fevereiro o módulo " A criança protagonista: práticas de transformação do espaço-tempo escolar".

Realizado em três momentos, a programação integra o Curso Partilhas Teatrais em Extensão e foi conduzida pela Profª. Luciana Hartmann (UNB) e Prof. Eduardo Gasperin (CEMN):

1.  Entrelaçando pesquisas (terça, 14-02) - cada professor partilhou suas pesquisas e trabalhos vividos com crianças. A professora Luciana Hartmann falou  das experiências com as crianças contando histórias, no Uruguai, no Brasil e na França; o professor Eduardo Gasperin relatou seus projetos e práticas desenvolvidas a partir do método do Drama-Processo com crianças de quatro e cinco anos. Para encerrar, o professor compartilhou com os participantes um curto episódio de Drama-processo utilizando como pré-texto a terra do nunca (parte da história de Peter Pan) e fotos de infância dos participantes.

2. Ação Transversal (quinta, 16-02) - os professores preparam uma atividade que envolveu as pesquisas de ambos para realização com crianças de cinco anos do Centro Educacional Maria de Nazaré acompanhados de alguns dos cursistas. O contexto surgiu de uma ideia das próprias crianças que na semana antes do evento trabalharam com as luvas de detetives e descobriram pegadas pela escola. Surge desse contexto o caso do lagarto, como novo episódio, que utilizou como pré-texto o mito de Kurupêakê. No início o detetive Rintimtim (Eduardo Gasperin) entra na sala e apresenta sua convidada, a antropóloga Elizabeta (Luciana Hartmann), ela por sua vez conta a história de Kurupêakê e convida as crianças a procurarem pelo espaço escolar traços e desenho que relembrem a pele do lagarto. Antes de saírem da sala, cada criança assumiu o papel de detetive com nomes e escolheram entre os adultos os seus ajudantes, após ganharam canetas e papel para registrarem. No retorno para a sala o detetive e a antropóloga prepararam um espaço com pincel e tinta que seriam utilizados para reproduzir nos corpos dos ajudantes e dos detetives os desenhos encontrados. 

3. 41º Fórum de Diálogos entre Educadores de Teatro de Uberlândia (sábado, 18-02) - dividido em duas partes, na primeira sob a condução da Prof. Luciana Hartmann houve uma experiência breve com jogos e dinâmicas que possibilitam a instauração do sujeito contador de histórias. Depois,  ela compartilhou jogos com cartas e gravuras que também propiciam e estimulam a criança como contadora. No segundo momento, os cursistas partilharam seus protocolos estéticos a partir da leitura dos materiais já publicados pelo projeto Partilhas Teatrais. Para encerrar compusemos uma roda para avaliação desse encontro e levantamento das inquietações que surgiram da temática abordada (a criança protagonista).


Esperamos vocês em março para mais trocas!!





 

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